Sinais da idade

Pêlos brancos – Cães e gatos também sentem o efeito da idade, mas cuidados simples evitam os problemas

O simples ato de levantar deixou de ser algo simples. Dói. Correr atrás de um bicho qualquer ou se perder num novelo de lã é pedir demais. A razão é simples e, às vezes, está estampada no focinho, já cheio de pêlos brancos. É a idade… O gatinho e o cãozinho também vão envelhecer.
A constatação parece óbvia, mas deve ser lembrada pelo dono ainda quando o animal é novo. Cuidados nessa fase podem garantir uma vida saudável na velhice ou, ao menos, evitar doenças mais graves. Ainda assim, mudanças no comportamento do bicho serão inevitáveis e o proprietário terá que saber lidar com elas.
Paçoca, por exemplo, já não faz as brincadeiras que antes alegravam a família da dona-de-casa Aparecida Valentim Caetano, 49. Aos 14 anos, o vira-lata prefere o silêncio. Fica deitado a maior parte do dia, não enxerga bem e anda devagar. “O veterinário disse que a tendência é piorar, mas não vamos abandoná-lo, conta Aparecida.
Os primeiros sinais da velhice surgiram há um ano. Até então, Paçoca ainda pegava o tapete da porta e fugia com ele pela casa. Mas não há idade padrão para os animais envelhecerem: o tamanho e a raça influenciam no processo, explica a médica veterinária Mitichiko Sakate, professora do departamento de Clínica Veterinária da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu. “Em geral, a partir dos 7 ou 9 anos, já são considerados idosos”, diz.
Nesse período, alguns animais apresentam mudanças. Ficam mais quietos, alheios e, no caso dos gatos, podem se esconder dos donos. Ao perceber alterações assim, é aconselhável levar o animal ao veterinário. O acompanhamento profissional pode garantir o diagnóstico precoce de doenças comuns na velhice, como diabetes, câncer, problemas na articulação e infecções. “Não é porque o animal é velho que terá todos os problemas, depende do proprietário”, lembra a veterinária.
A ressalva é comprovada pelo gato siamês Simba. São 12 anos bem vividos e cheios de cuidados da dona, a contabilista Greis Kellen Faqueti, 31. Nos últimos dois anos, o gato sentiu o reflexo da idade, mas ainda não tem problemas de saúde. “Ele está bom, só não consegue mais subir no muro. Sou eu quem o coloca lá”, conta Greis.

Prevenção

Envelhecer é inevitável, mas é possível evitar que seja um processo desagradável para o animal. O cuidado essencial é com a alimentação. “Muitos dos problemas que os bichos apresentam na velhice estão ligados aos hábitos alimentares”, considera o médico veterinário Marcos Antonio Silverio.
Por isso, ele sugere a manutenção de uma dieta balanceada desde a infância do animal. Existem rações especializadas para gatos e cachorros idosos que podem ser adequadas se eles estiverem com diabetes ou acima do peso, por exemplo. “E isso não é marketing”, lembra Silverio.
Visitas regulares ao veterinário, vermifugação e manter as vacinas em dia também são medidas importantes. Se o cachorro permitir, a escovação dos dentes pode prevenir queda de dentes ou acúmulo excessivo de tártaro. No caso das fêmeas, os veterinários entrevistados são favoráveis à castração, principalmente em gatos, para evitar a formação de nódulos mamários. “No mais, é ter muito carinho. Quem não gosta, é melhor não ter”, diz a médica Mitichiko.
Feito isso, o resto é curtir o animal enquanto ele brinca, morde os sapatos, sobe pelas cortinas, pega as roupas do varal… Ah, e enquanto ele fica feliz ao rever alguém depois de meia hora de ausência.

Bom Dia Bauru

~ por clauporto em 27 de abril de 2011.

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